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domingo, 23 de novembro de 2014

Programa Saudade Sertaneja nº 12–07/06/2014

Turma Caipira Vitor

  1. Ponta de Faca (Nhô Serra e Sebastião Franco) - Irmãos Franco (1960) - Craveiro e Cravinho

  2. Santa Luzia (Iolando Mondim e Abel) - Abel e Caim (1967)

  3. Seresta (Newton Teixeira, Alvarenga e Ranchinho) - Rolando Boldrin (1978)

  4. O Cavalo e a Lambreta (Arlindo Rosa, Teddy Vieira e Craveiro) - Craveiro e Cravinho (1965)

  5. Mãe Amorosa (Tanabi e Aleixinho) - Abel e Caim (1967)

  6. Mágoas de Carreiro (Batista Júnior) - Rolando Boldrin (1978)

  7. Se Ter Amor Fosse Crime (Raul Torres) - Craveiro e Cravinho (1977)

  8. Natureza (Dino Franco) Abel e Caim 1968

  9. Minas Gerais (Raul Torres e João Pacífico) - Rolando Boldrin (1978)

  10. Boiadeiro da Saudade (Sebastião Ferraz e Dino Franco) - Craveiro e Cravinho (1977)

  11. Relíquias de Amor (Nelson Gomes e Tuta) - Abel e Caim (1968)

  12. Que Linda Morena (Raul Torres) - Rolando Boldrin (1978)

  13. Mestiça Arisca de Laço (Dr. Alves de Lima e Dino Franco) - Craveiro e Cravinho (1977)

  14. Berrante Assassino (Oscar Martins e João Correia Neto) Abel e Caim 1969

  15. Morena, Minha Morena (Alvarenga e Ranchinho) - Rolando Boldrin

  16. Galo Índio (José David Vieira e Tião Carreiro) - Craveiro e Cravinho (1980)

  17. Pinha no Pinheiro (Geraldo Meirelles e Nhô Fio) - Abel e Caim (1970)

  18. Vaca Estrela e Boi Fubá (Patativa do Assaré) - Rolando Boldrin (1981)

  19. Franguinho na Panela (Moacyr dos Santos e Paraíso) - Craveiro e Cravinho (2000)

  20. O Menino e o Cachorro (Dino Franco e Caim) - Abel e Caim (1975)

  21. Vide-Vida Marvada (Rolando Boldrin) - Rolando Boldrin (1981)

  22. Cadeira de Balanço (José Caetano Erba e Paraíso) - Craveiro e Cravinho (2000)

  23. Sentinela (Jack e Abel) - Abel e Caim (1978)

  24. Alpendre da Saudade (João Pacífico e Edmundo Souto) - Rolando Boldrin (1990)

  25. O Caipirão (Tião do Carro e Zé Batuta) - Craveiro e Cravinho (2000)

  26. Orquestra da Natureza (Zé Fortuna e Dino Franco) - Abel e Caim (1980)

  27. Doce de Cidra (João Pacífico) - Rolando Boldrin (1991)

  28. Trem da Vida (Nhô Chico e Paraíso) - Craveiro e Cravinho (2003)

  29. Quarto de Saudade (José Homero e Abel) - Abel e Caim (1980)

  30. Memória de Carreiro (Juraíldes da Cruz) - Rolando Boldrin (1991)

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    Saudade Sertaneja 12 (07.06.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 01

    Saudade Sertaneja 12 (07.06.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 02

    Saudade Sertaneja 12 (07.06.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 03

    Saudade Sertaneja 12 (07.06.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 04

    Saudade Sertaneja 12 (07.06.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 05

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    Saudade Sertaneja 12 (07.06.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 10

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    sábado, 8 de novembro de 2014

    Saudade Sertaneja, neste final de semana

    Por motivo de viagem, deixaremos de transmitir o Programa Saudade Sertaneja inédito na Web Rádio Saudade Sertaneja. Estou fora de Bauru e onde me encontro a Internet e muito devagar e não estou conseguindo enviar os arquivos para o Servidor. Ouço o programa nos seguintes sites e blogs.

    Saudaçoes Caipira!

    domingo, 28 de setembro de 2014

    Programa Saudade Sertaneja 11–Homenagem ao Benedito Seviero (31/05/2014)

    benedito_seviero

    Benedito Onofre Seviéro, nasceu em 20 de outubro de 1931 na cidade de Trabiju (Na época, distrito de Boa Esperança do Sul) no interior do estado de São Paulo.

    Começou compor aos 18 anos. Sua primeira música composta em 1949 foi "Santa Cruz da Serra” e gravada em 1952; uma lembrança das santas missões realizada em 1949 quando foi erguido o cruzeiro em Trabijú, que na época era distrito de Boa Esperança do Sul, e em 1997 tornou-se município.

    Já ultrapassou 2.000 músicas gravadas e regravadas, com mais de trezentos intérpretes.

    Entre seus grandes sucessos destacamos "Alma de Boêmio” com Tião Carreiro e Pardinho, "Alma Inocente” com Zilo e Zalo, "Taça da Dor” com Pedro Bento e Zé da Estrada, "Último Adeus” com Trio Parada Dura, "Saudade Noturna” com Milionário e José Rico, "Pranto Amargo” com Tibagi e Miltinho, "Meu Casamento” com Caçula e Marinheiro”, "Rainha do Meu Coração” com Silveira e Barrinha”, "Peão Vira-Mundo” com Campanha e Cuibano, "Troféu de Dor” com Gino e Geno, "Dinheiro Maldito” com Mizael e Valdery, "Noite de Plantão” com Barreirito, "O Mesmo Castigo” com Ronaldo Viola e Praiano, “Não Posso Acreditar” com Ronaldo Adriano, "Mulher Avião” com Carlito e Baduí, "Boêmio Colarinho Branco” com Chico Rey e Paraná, "Eu Disse Não” com Duduca e Dalvan, "Trinta Dias de Saudade” com Solevante e Soleni, "Tardes de Amor” com Mococa e Paraíso, "Nossa Música” com João Paulo e Daniel, "O Dinheiro Compra Tudo” com Chitãozinho e Xororó, “Mulher de Ninguém” com Paiozinho e Zé Tapera, "Não Amo Ninguém” com Teodoro e Sampaio, "Duelo de Amor” com Matogrosso e Mathias, "O Abajur” com Gilberto e Gilmar, "Amanhã ou Depois” com Cézar e Paulinho, "Teu Adeus” com Belmonte e Amaraí, "No Ponteio da Viola” com Peão Carreiro e Zé Paulo, "Luz Vermelha” com Zico e Zéca, "Velha Querência” com Liu e Léu, "Noite de Angústia” com Rudy e Roney, "Mão de Deus” com Wellinton e Willian, "Excursão ao Paraná” com Preferido e Predileto, "Negócio de Sócio” com Sérgio Reis, "Cabana” com Lourenço e Lourival, "Moderno Absurdo” com João Carlos e Bruno, "Caso Sobrenatural” com Galvão e Gallati, “Espuma da Cerveja” com Gian e Giovani, "Mulher Boa” com Teodoro e Sampaio, "Meu Amor Fugiu de Mim” com Juliano Cézar, "Som de Cristal” com Joaquim e Manoel, “Boate Azul” com Joaquim e Manoel, sendo regravada por mais de trinta vezes, entre tantos outros.

    A música “Boate Azul” foi escrita em novembro de 1963, mas devido a ditadura de abril de 1964, ela foi censurada e proibida sua comercialização, sendo liberada somente em 1980 no final da Ditadura Militar.

    Entre seus principais parceiros de música, destacamos: Ronaldo Adriano, Muniz Teixeira, Luiz de Castro, Miltinho Rodrigues, Sebastião Victor, Teddy Vieira, Waldermar de Freitas Assunção, Aparecido Tomaz de Oliveira (Tomáz), Paraíso, José Ferreira Lemos (Nízio), Jesus Belmiro, Nelson Gomes, José Homero, Goiá, Tião Carreiro, Sulino, Sebastião Aurélio, Dino Franco, Peão Carreiro, José Russo, Tony Gomide, Milton José Cristofani, Tião do Carro, Jeca Mineiro, Comendador Biguá, Jotinha dos Santos, entre outros.

    Texto: Sandra Cristina Peripato

    www.recantocaipira.com.br

    Fonte: Benedito Seviero

    1. Santa Cruz da Serra (Bendito Seviero e Biguá) Liu e Léu (1973)

    2. Peão Vira Mundo (Benedito Seviero e Campanha) Campanha e Cuiabano (1953)

    3. Mulher de Ninguém (Paiozinho e Benedito Seviero) Paiozinho e Zé Tapera (1956)

    4. São João Batista (Vieirinha e Benedito Seviero) Vieira e Vieirinha (1957) Prova do ínício

    5. A Volta do Seresteiro (Benedito Seviero e Zalo) Zilo e Zalo (1958, 1960)

    6. Desengano (Tião Carreiro e Benedito Seviero) Zico e Zeca (1959)

    7. A Saudade é Meu Castigo (Benedito Seviero e Miltinho) Tibagi e Miltinho (1960 a 1970)

    8. Flor da Lama (Benedito Seviero e Paiozinho) Paiozinho e Zé Tapera e Toninho (1959)

    9. Violão Amigo (Zilo e Benedito Seviero) Zilo e Zalo (1971, 1ª grav. foi 1959)

    10. Alma de Boêmio (T. Carreiro e Benedito Seviero) Tião Carreiro e Pardinho (1960, 1961 e 1973) C. Sertãozinho e Nhá Neide

    11. Ponto Final (Benedito Seviero e Zeca) Liu e Léu (1963 e 1970)

    12. Flor Destruída (Benedito Seviero e Zalo) Zico e Zeca (1964)

    13. Velha Querência (Biguá e Benedito Seviero) Liu e Léu (1966 e 1969)

    14. A Grande Verdade (Léo Canhoto e Benedito Seviero) Vieira e Vieirinha (1967 e 1973)

    15. Alma Sertaneja (Benedito Seviero e Nenete) Zilo e Zalo 1967, LP Alma Sertaneja

    16. O Silêncio do Seresteiro (Zalo e Benedito Seviero) Zilo e Zalo (1968) 1ª em 1960)

    17. Sabiá Coleira (Benedito Seviero e Zé Mariano) Pião Carreiro e Mulatinho (1970)

    18. Teu Adeus (Benedito Seviero e Luiz de Castro) Tibagi e Miltinho (1960 a 1970)

    19. Cantinho do Coração (Luiz de Castro e Benedito Seviero) Caçula e Marinheiro (1971)

    20. Beco Sem Saída (Tomaz, Benedito Seviero e Barrerito) Trio Parada Dura (1979)

    21. Visao do Pensamento (Benedito Seviero e Tomas) Zilo e Zalo (1980)

    22. Cantinho de Sertão (Benedito Seviero e Roberto Nunes) Zilo e Zalo (1981)

    23. Ultimo Adeus (Ronaldo Adriano e Benedito Seviero) Trio Parada Dura (1981)

    24. Último Peão de Boiadeiro (Benedito Seviero e Rancheiro) Pedro Bento e Zé da Estrada (1982)

    25. Boate Azul (Benedito Seviero e Tomaz) Joaquim e Manuel (1985)

    26. Resto de Gente (Ronaldo Adriano e Benedito Seviero) Trio Parada Dura (1985)

    27. Pensão Boiadeira (Benedito Seviero e Tomaz) Faceiro e Fascinante (1987)

    28. Som de Cristal (Benedito Seviero e Tomaz) Joaquim e Manuel (1987)

    29. Gente do Sertão (Benedito Seviero e Roberto Nunes) Simão e Sabino (1992)

    30. Cantinho de Saudade (Benedito Seviero e Willian) Galvão e Galatti

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    Programa editado para rádios

    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 01

    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 02

    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 03

    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 04

    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 05

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    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 09

    Saudade Sertaneja 11 (31.05.2014) Tião Camargo, Bauru, Bloco 10

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    domingo, 21 de setembro de 2014

    Adão da Viola

    Adão da Viola

    Adão José Angrisanis, nasceu em Maracaí, no estado de São Paulo, no dia 21 de junho.
    Começou na carreira muito cedo, por influência da família circense, e se dedicou à música, cantando as composições do pai, Carrapicho, e logo fazendo dupla com a irmã mais nova, Eva.
    Em 1962 gravou seu primeiro disco como a dupla “Adão e Eva”, pela extinta Copacabana, participando de diversos programas de TV, pelas mãos dos empresários Sebastião Ferreira e Genival Melo, dois ícones do show business. A dupla terminou, mas Adão seguiu formando outras duplas, até que em 1968 começou a trabalhar em estúdios como músico e, logo, produtor. Seu enorme talento lhe deu a oportunidade de trabalhar e produzir nomes como Trio Parada Dura, Gilberto e Gilmar, Tonico e Tinoco, João Mineiro e Marciano, Cézar e Paulinho, Gino e Geno, Chitãozinho e Xororó, Silveira e Barrinha, Silveira e Silveirinha, Mococa e Moraci, Mococa e Paraíso, Pedro Bento e Zé da Estrada, Abel e Caim, Liu e Léu, Suzamar, Gentil Rossi, Beth Guzzo, Moacyr Franco, Jackson Antunes e muitos outros.
    Em 2011, Adão fez parceria com Nenê Carllos, de Duartina, com quem gravou o CD “Viola Materna”. A dupla com Nenê Carllos foi desfeita em 2013 e, atualmente, ele está cantando com Wilson Freitas da cidade de Arealva, com quem acabou de gravar um CD

    CONTATOS PARA SHOWS:

    Fone: (11) 99570-1667

    E-mail: adaodaviola.10@hotmail.com

    Texto: Sandra Cristina Peripato

    Discografia e Fotos: Site Recanto Caipira

    Alvarenga e Ranchinho

    alvarenga_ranchinho

    Murilo Alvarenga nasceu em Itaúna, no estado de Minas Gerais, no dia 22 de maio de 1912 e faleceu em 18 de janeiro de 1978. Diésis dos Anjos Gaia, o Ranchinho, nasceu em Jacareí, no estado de São Paulo, no dia 23 de maio de 1913 e faleceu no dia 05 de julho de 1991.
    Alvarenga foi apenas um e que, no entanto, por força das circunstâncias, acabou fazendo dupla com três parceiros por nome "Ranchinho".
    O primeiro Ranchinho, portanto, foi Diésis dos Anjos Gaia, que cantou com Alvarenga de 1933 a 1938, retornando no ano seguinte e que, após outros sumiços, abandonou a dupla em 1965.
    O segundo Ranchinho foi Delamare Abreu (nascido em São Paulo/SP no dia 28 de outubro de 1920), irmão de Murilo Alvarenga por parte de mãe, e que fez dupla com ele por dois meses na década de 50. Delamare mais tarde deixou o palco e passou a ser pastor protestante.
    E o terceiro Ranchinho, que foi quem ficou mais tempo ao lado de Murilo, foi Homero de Souza Campos (1930-1997), conhecido também como "Ranchinho da Viola" e como "Ranchinho II" (apesar de ter sido o terceiro). Homero cantou com Murilo Alvarenga de 1965 até o seu falecimento em 1978.
    O "Ranchinho da Viola" foi o mesmo Homero que também integrou o "Trio Mineiro", juntamente com Bolinha e Cosmorama e que chegou a gravar 12 discos de 78 rpm. E, com Alvarenga, Homero gravou 15 discos, entre 78 rpm e LPs.
    Murilo e Diesis conheceram-se no início da década de 30 na cidade de Santos/SP. Murilo, após o falecimento de sua mãe, morava no Brás, em São Paulo/SP com seus tios; ele era trapezista e também cantava tangos. Diésis cantava músicas românticas na Rádio Clube de Santos, que havia sido inaugurada pouco tempo antes (em 1927). "Rancho Fundo" (Ary Barroso e Lamartine Babo) era uma das músicas preferidas e mais freqüentemente interpretadas por Diésis que, em função disso, começou a ser anunciado como "Rancho".
    O primeiro encontro se deu numa serenata. E, como era baixinho, Diésis aproveitou o apelido e o modificou para Ranchinho, quando da formação da dupla com Murilo que, por sua vez, aproveitou o próprio sobrenome: "Alvarenga e Ranchinho" passaram então a cantar a duas vozes em circos interpretando de início um "repertório sério" formado por valsas, modinhas, tangos e chorinhos.
    O mais engraçado é que a platéia ria quando Alvarenga e Ranchinho cantavam... E, tirando partido da situação, eles passaram a incluir piadas entre uma música e outra, da mesma forma como também faziam Jararaca e Ratinho no Rio de Janeiro/RJ.
    A dupla iniciou-se efetivamente em 1933, trabalhando no Circo Pinheiro em Santos. Algum tempo depois, seguiram para a capital paulista, onde eles passaram a se apresentar também em outros circos.
    Devido às paródias que compunham satirizando diversos políticos, sofreram perseguições. Após animados shows contando estórias, fazendo esquetes humorísticos e cantando suas composições, muitas vezes acabavam "passando a noite no xadrez".
    No mesmo ano, apresentaram-se na Companhia Bataclã na capital paulista. Também fizeram parte do elenco da companhia Trololó, juntamente com o renomado comediante Sebastião Arruda, no Teatro Recreio, na Praça da Sé, na capital paulista. É importante destacar também que Sebastião Arruda havia criado no teatro o "personagem clássico caipira" que já passava a ter também a voz ouvida no disco, já que o Ator Arruda também havia se juntado à Turma de Cornélio Pires quando das primeiras gravações de Modas de Viola e "Causos" interpretados pelo Tibúrcio e sua Turma Caipira no final da década de 20 e início da década de 30.
    Em 1934, a convite do Maestro Breno Rossi, passaram a trabalhar na Rádio São Paulo, recém-inaugurada. E, quando a Companhia "Casa de Caboclo" do Rio de Janeiro se apresentou em São Paulo, Breno Rossi, que havia sido o pianista convidado para o evento, incentivou a ida de Alvarenga e Ranchinho para um período bem sucedido no Rio de Janeiro, em 1936, com apresentações inclusive no Cassino da Urca.
    Lembrar que a "Casa de Caboclo" foi fundada no final de 1931 por Jararaca e Ratinho, juntamente com Duque, Pixinguinha e Dercy Gonçalves.
    Em 1935, Alvarenga e Ranchinho formaram com Silvino Neto o trio "Os Mosqueteiros da Garoa", que teve curta duração. No mesmo ano, venceram o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo com a marcha "Sai, Feia", de Alvarenga, que foi inclusive gravada por Raul Torres.
    Ainda no mesmo ano, trabalharam também no filme "Fazendo Fita" de Vittorio Capellaro, a convite do Capitão Furtado. Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado, que era Compositor, Locutor de Rádio, Produtor Caipira e sobrinho de Cornélio Pires, viu Murilo e Diésis passeando com seus instrumentos musicais e, abordando-os, perguntou se eles eram Violeiros, se cantavam no estilo de "Mariano e Caçula" e se queriam participar de um filme?
    Espertos como eles só, responderam "sim" a todas as perguntas, para não deixar passar a oportunidade e, no elenco de "Fazendo Fita", Alvarenga e Ranchinho substituíram Mariano e Caçula que era a dupla inicialmente convidada, mas que havia desistido da participação em virtude do atraso das filmagens.
    E, em 1936, rumaram para o Rio de Janeiro, onde se apresentaram na Casa de Caboclo, incentivados pelo maestro e pianista Breno Rossi. Começaram a se apresentar na Rádio Tupi no programa "Hora do Guri". E, naquele mesmo ano, gravaram o primeiro disco pela Odeon com as músicas "Itália e Abissínia" e o cateretê "Liga das Nações".
    E o sucesso ia crescendo. Apenas três anos de dupla formada e Alvarenga e Ranchinho eram cômicos, atores de cinema e... dupla caipira, "sem nem mesmo terem nascido na roça". E Assis Chateaubriand, ouvindo a dupla, contratou Alverenga, Ranchinho e o Capitão Furtado para estrear nos Diários e Emissoras Associados (Grupo do qual fazia parte a Rádio Tupi e, a partir de 1950, também a TV Tupi) a "Trinca do Bom Humor".
    Em novembro de 1936, seguiram para Buenos Aires, onde se apresentaram no Teatro Smart. O sucesso "Nóis em Buenos Ayres" retrata com muito bom humor como foi a viagem, os enjôos no navio, os passeios de metrô, etc.
    Em 1937, no auge do sucesso, passaram a fazer parte do elenco do famoso Cassino da Urca, onde trabalharam até seu fechamento, em 1946, por Eurico Gaspar Dutra.
    No Casino da Urca, Alvarenga e Ranchinho começaram a fazer suas sátiras políticas, as quais se tornaram um de seus pontos fortes. O público se divertia e o Governo... sentia-se incomodado na maioria das vezes, com as críticas musicais que eram cada vez mais o forte de suas apresentações.
    O visual da dupla consistia nos trajes caipiras: camisa xadez, chapéu de palha de aba curta, e botas de cano curto.
    Em 1938, lançaram a marcha "Seu Condutor" (em parceria com Herivelto Martins), que foi o maior sucesso carnavalesco da dupla.
    E, nesse mesmo ano de 1938, Ranchinho afastou-se pela primeira vez da dupla. E Alvarenga, passou a cantar em dupla com Bentinho e também com o grupo que intitulou "Alvarenga e Sua Gente".
    Apesar do pouco tempo de duração, a dupla "Alvarenga e Bentinho" chegou a gravar alguns Discos 78 rpm pela Odeon e, tal foi a amizade surgida entre os dois parceiros que, a convite de Alvarenga, Bentinho foi padrinho de batismo do seu filho, o Delmare Alvarenga, que é atualmente um dos mais conceituados maestros e é regente da Orquestra Sinfônica da Ópera de Colônia (Köln) na Alemanha.
    Em 1939, Ranchinho voltou a formar dupla com Alvarenga. E Bentinho formou juntamente com Xerém a dupla Xerém e Bentinho.
    Essa separação temporária de Ranchinho da dupla com Alvarenga voltou a ocorrer diversas vezes nos 27 anos seguintes e, nessas ocasiões, ele sempre foi substituído por outros parceiros, como Bentinho e Delamare de Abreu, esse último, como o segundo Ranchinho, sendo que a dupla mantinha o mesmo nome.
    Em 1939, Ranchinho voltou a integrar a dupla com Murilo Alvarenga e novas gravações foram feitas pela Odeon, algumas inclusive juntamente com o Capitão Furtado.
    E, em conseqüência de suas sátiras políticas, Alvarenga e Ranchinho vinham tendo cada vez mais problemas com a Censura Oficial; mas em 19/04/1939, dia do aniversário de Getúlio Vargas, a questão foi finalmente resolvida: Alzira Vargas, filha do então Presidente da República, convidou a dupla para tocar todo o seu repertório de sátiras no Palácio do Catete para seu pai. O "Baixinho" (como era chamado pela dupla), após ouvir todas as músicas, inclusive algumas que se referiam a ele, acabou gostando e deu ordens para que as composições de Alvarenga e Ranchinho fossem liberadas em todo o Território Nacional. E, para Ranchinho, de um certo modo, parecia que sem censura, havia perdido a graça falar do Getúlio...
    Também em 1939, Alvarenga e Ranchinho fizeram uma turnê pelo Rio Grande Sul. E, ainda nesse mesmo ano, passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga, onde receberam o título de "Os Milionários do Riso", graças aos cada vez mais bem sucedidos esquetes cômicos.
    Em 1940, gravaram pela Odeon um de seus maiores sucessos, "Romance de uma Caveira".
    Em 1949, gravaram "Drama da Angélica" intitulada de "canto tétrico", uma composição onde todos os versos terminam com palavras proparoxítonas.
    Em 1950, foram a Portugal e se apresentaram no Cassino Estoril, próximo a Lisboa. Em 1955, participaram do filme "Carnaval em Lá Maior", de Ademar Gonzaga.
    Fizeram também campanhas políticas para Juscelino Kubitscheck de Oliveira e Ademar de Barros. JK, por sinal, amante da boa música brasileira também apreciava o trabalho de Alvarenga e Ranchinho e foi dos pouquíssimos políticos "poupados das sátiras" feitas pela dupla. Fizeram célebres paródias de músicas conhecidas tais como "Nervos de Aço" (Lupicínio Rodrigues), "Adios Muchacho" (Júlio Sanders e César Vendani), e "Disparada" (Geraldo Vandré e Téo de Barros).
    Em 1965, Diésis dos Anjos abandonou mais uma vez a dupla e acabou por ser substituído por Homero de Souza Campos (1930-1997), que passou a ser o novo Ranchinho.
    A partir dos anos 70 Alvarenga e Ranchinho deixaram o Rádio e passaram a se apresentar esporadicamente em alguns programas de TV e a quase totalidade da atividade artística passou a ser as turnês pelo interior, até o falecimento de Murilo Alvarenga em 1978.
    O último disco da dupla foi "Os Milionários do Riso" gravado em 1973 pela RCA.
    Os três "Ranchinho" estiveram presentes no velório de Murilo Alvarenga em Janeiro de 1978 e, inconsolável, Diésis declarava que haviam combinado de refazer a dupla, poucos dias antes da morte do parceiro.
    Problemas pulmonares levaram Ranchinho deste mundo em 05 de julho de 1991.
    E, no dia 31 de julho de 1997, faleceu, também vítima de câncer no pulmão, o "Ranchinho II", Homero de Sousa Campos.

    Texto: Sandra Cristina Peripato
    Discografia e Fotos: Site Recanto Caipira

    Abel e Caim – Biografia

    abel_caim

    José Vieira (Abel) nasceu em Itajobi/SP, em 27 de abril de 1929.
    Sebastião da Silva (Caim) nasceu em Monte Azul Paulista/SP, em 20 de janeiro de 1944.
    Abel deu os seus iniciais passos na vida artística cantando em Catanduva e Novo Horizonte. Por volta dos anos 1955 e 1956 fazia algum sucesso com a parceria feita com o sobrinho Lair Rodrigues. Tempos depois, deixou o interior e foi para a capital.
    Caim, em 1957, participava de um trio onde atuava ao lado de uma irmã e de um garoto até migrar para a capital paulista.
    Abel e Caim foram se encontrar em São Paulo no ano de 1967.
    Como os dois já haviam formado outras duplas, resolveram cantar juntos e, depois de vários ensaios, acabaram se acertando.
    Estava formada uma nova dupla sertaneja, e Jacozinho deu-lhe o nome de Abel e Caim. A parceria teve um início glorioso. Era o tempo dos concursos e festivais. Na época a TV Cultura realizava, sob o comando de Geraldo Meirelles, um grande concurso de violeiros. Abel e Caim participaram, e entre mil e quinhentas duplas inscritas, obtiveram o primeiro lugar em uma sensacional vitória. Fizeram parte do júri: Raul Tôrres, Nhô Zé, Nenete, Athos Campos, Julião, entre outros. Ganharam como prêmio um contrato com a Gravadora Chantecler e a gravação de seu primeiro LP, que se transformou em sucesso e abriu as portas para outras oportunidades. A primeira delas, foi um convite feito pela Rádio Nacional, hoje Globo, para que participassem do primeiro festival realizado por aquela emissora.
    Defenderam a música “Natureza” de autoria de Dino Franco. Após dramática disputa duas músicas empataram no primeiro lugar: “Poeira”, defendida pelo Duo Glacial, e “Catira”, cantada por Zico e Zéca. A música “Natureza” interpretada por Abel e Caim conquistou o terceiro lugar. Daí para frente foi só sucesso, programas de rádio, shows por todo o Brasil e vários discos gravados, totalizando 28 LPs e 07 CDs.
    Começaram na Chantecler, depois entraram para a Continental, RCA Victor, Copacabana, CBS, CID e Tape Car.
    Entre seus grandes sucessos: Santa Luzia, Mãe Amorosa, Natureza, O Barco, Orquestra da Natureza, O Menino e o Cachorro, Berrante Assassino, Laço do Boi Soberano, entre outros.
    A dupla veio a se desfazer com o falecimento de Abel, ocorrido em 12 de janeiro de 2011 na cidade de Araçatuba/SP.

    Texto: Sandra Cristina Peripato
    Discografia e Fotos: Site Recanto Caipira