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terça-feira, 30 de junho de 2009

Irmãs Castro – Biografia e Álbum de gravações em 78 rpm

Irmãs castro

Revista Sertaneja - Ano I - nº 06 - setembro de 1958
Na capa: Irmãs Castro

01 - Morte da Lurdinha (Francisco Ribeiro e Rielinho) 1950
02 - Pinheiro Que Dá Uma Pinha (Irmãs Castro) 1950
03 - Aventureira (Rielinho e Irmãs Castro) 1950
04 - Moreninho Lindo (J. Pierpauli e Maurício C. Ocampo, Arr. Rielinho) 1950
05 - Meu Cavalinho (Mário Zan e Nhô Pai) 1948
06 - Culpada (Mário Zan e Nhô Pai) 1949
07 - Terra Paraguaia (Joly Sanche e Zezinho Brasil) 1960
08 - Quando Voltarei (Roberto Tangel) 1960
09 - Alma Guarany (Damásio Esquivel e Aramando Souza) 1956
10 - Violão Amigo (Arlindo Pinto e Priminho) 1956
11 - Mágua Sertaneja (Tonico e Maria Castro) 1954
12 - Tapera (Antonio Bruno) - Irmãs Castro (1955)
13 - Apenas Uma Cartinha (Geraldo Costa e Arlindo Pinto) 1948
14 - Cidade de Mato Grosso (Mário Zan e Arlindo Pinto) 1949
15 - Três Estados (Irmãs Castro) 1953
16 - Vingada (Antonio Alves dos Santso) 1953
17 - Índia Soberana (Zacarias Mourão e Nhô Goiá) 
18 - Eu Não Posso (Pachito) - Irmãs Castro
19 - Faz um Ano (Felipe Valez Leal, Vs. Nhô Pai) 1945
20 - Beijinho Doce (Nhô Pai) 1945

CRÉDITOS: SANDRA CRISTINA PERIPATO

www.recantocaipira.com.br

http://www.mediafire.com/?m2jwm3mgfoi

Biografia

Fontes: Diconário Cravo Albin e www.boamúsicaricardim.com.br

Dupla sertaneja formada pelas irmãs Maria de Jesus Castro - Itapeva, SP-1926, e Lourdes Amaral Castro - Bauru, SP-1928.

Em 1938, Maria de Jesus e Lourdes Amaral participaram escondidas dos pais do concurso Descobrindo Astros do Futuro, em Bauru (SP). Venceram o concurso e continuaram a cantar músicas em inglês numa rádio local.

A carreira profissional da dupla teve início quando Nhô Pai as viu cantando e gostou do duo perfeito das vozes. Nhô Pai pediu então autorização aos pais de Maria de Jesus e Lourdes Amaral para ensiná-las o gênero sertanejo.

No início dos anos 1940, receberam convite para cantar no Rio de Janeiro. Devido à idade, tiveram que falsificar as certidões de nascimento para poder cantar em cassinos. Na Capital Federal cantaram nas Rádios Tupi, Globo, Mayrink Veiga. Em São Paulo atuaram nas rádios Cultura, Tupi e Bandeirantes.

Em 1944, gravaram seu primeiro disco, interpretando o corrido "Não me escrevas", de Gabriel Ruiz e Nhô Pai, e o rasqueado "Che cabu (Vem cá)", de Nhô Pai. No ano seguinte, gravaram novo disco contendo o valseado "Faz um ano", de F. Valdez Leal e Nhô Pai, e o corrido "Beijinho doce", de Nhô Pai, que se tornaria o maior sucesso da dupla e um dos clássicos da música sertaneja. Com o sucesso obtido com a gravação de "Beijinho doce", as Irmãs Castro tornaram-se estrelas. Seus discos começaram a vender em grandes quantidades.

Em 1945, gravaram "Sou roceira", chamego de Cuates Castilla e Ariovaldo Pires, e a valsa "Cidade morena", de Nhô Pai e Riellinho.

Em 1947, gravaram "Noites do Paraguai", guarânia de S. Aguayo, com versão de Ariovaldo Pires, uma das muitas versões de canções paraguaias e mexicanas que a dupla gravou. No mesmo disco estava o rasqueado "Ciriema", de Nhô Pai e Mário Zan, outro de seus grandes sucessos. Da mesma dupla gravaram o rasqueado "Orgulhoso", ainda em 1947.

Com o sucesso que estavam obtendo, passaram a receber vários convites. Apresentaram-se em circos e rádios por todo o Brasil. Cantaram também em diversos países da América Latina, tais como Paraguai, Uruguai e Argentina.

No Paraguai, por sinal, elas foram para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória (o maior de Assuncion), mas acabaram permanecendo um mês por lá. A apresentação das Irmãs Castro foi transferida então para o Teatro Municipal de Assuncion, já que o excelente conjunto vocal americano “The Platers” tinha uma apresentação programada no Teatro Vitória. E as Irmãs Castro acabaram "roubando a platéia" do "The Platters", pois o conjunto americano, além de ter tido que aguardar a transferência das Irmãs Castro para o outro teatro, ainda teve no show lotação abaixo da esperada, enquanto as Irmãs Castro se apresentavam com mais platéia no Teatro Municipal!

E, na volta ao Brasil, voaram num avião cedido pelo Governo Paraguaio! No Paraguai fizeram sucesso principalmente com "Che Yara Porã Tupy" (Capitão Furtado – Riellinho) e "Che China Mi" (Antônio Cardoso – Capitão Furtado).

Em 1949, gravaram, entre outras músicas, o rasqueado "Cambu-cuá", de Nhô Pai e Nhô Fio, "Cidades de Mato Grosso", rasqueado de Mário Zan e Arlindo Pinto, e o valseado "Apenas uma cartinha", de Geraldo Costa e Arlindo Pinto.

Em 1951, lançaram o valseado "O beijo era meu" e a toada "Rio acima", de autoria da dupla e Antônio Bruno.

Em 1952, gravaram os baiões "Bem-te-vi", de autoria da dupla com Luiz Lauro, e "Sentimental", das irmãs com Antônio Bruno. Em 1954, gravaram as guarânias "Flor silvestre", de Cuates Castilla, com versão de Ariovaldo Pires, e "Eu queria saber", de Sebastião Godoy. No ano seguinte, gravaram a moda de viola "Mágua sertaneja", de Tonico e Tinoco.

Em 1956, gravaram a guarânia "Luar de Aquidauana", de Anacleto Rosas Jr. e Zacarias Mourão. Por essa época fizeram excursão ao Paraguai para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória, o maior de Assunção. Acabaram ficando um mês, sendo transferidas em seguida para o Teatro Municipal, já que o conjunto americano The Platers iria se apresentar no Vitória. The Platers teve que esperar a transferência das irmãs Castro e ficou com lotação pequena enquanto as duas estiveram em Assunção. De retorno ao Brasil, vieram em avião cedido pelo governo daquele país.

No Paraguai fizeram sucesso principalmente com "Che Yara porã tupy", de Ariovaldo Pires e Riellinho, e "Che china mi", de Antônio Cardoso e Ariovaldo Pires.

Em 1960, gravaram a toada "Encruzilhada", de Angelino de Oliveira, e o rasqueado "Lembrando alguém", das irmãs e Zezinho Brasil.

Em 1974, lançaram um LP pela Chantecler, quando regravaram antigos sucessos como "Beijinho doce", além de outras músicas, como "Pelejo pra te deixar", de Biá e Gauchito. Em 1984, participaram do programa "Viola minha viola", na TV Cultura de São Paulo. Dissolvida em 1985, foi a primeira dupla feminina a gravar música sertaneja. Foram também as pioneiras no ritmo corrido

A dupla se desfez em 1985. Porém as Irmãs Castro compõem um "capítulo" muito importante na História da Música Caipira Raiz, pois, além delas terem sido a primeira Dupla Feminina a gravar Música Caipira, as Irmãs Castro também foram as pioneiras no ritmo “Corrido” (o mesmo ritmo de "Beijinho Doce" (Nhô Pai)).

E, na foto abaixo, Mary Galvão, Maria de Jesus Castro, Lourdes Amaral Castro e Marilene Galvão: as Irmãs Castro e as Irmão Galvão por ocasião do lançamento do Livro de José Hamilton Ribeiro "Música Caipira - As 270 Maiores Modas de Todos os Tempos" - Editora Globo - 2006:

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domingo, 28 de junho de 2009

Eli Silva e Degleir – 1987 - Raridade

CONVITE DE CABOCLO - 1987

01 - Anjo Terrestre (Eli Silva e Dalco)

02 - Apenas 24 Horas (Eli Silva e Ezilda)

03 - Convite de Caboclo (Eli Silva, Degleir e João Caboclo)

04 - Distante de Quem Eu Amo (Eli Silva e Benê Tangerino)

05 - Felicidade (Eli Silva, Degleir e Benê Tangerino)

06 - Luz da Meia Noite (Eli Silva e Octacílio Orsi)

07 - Moradia de Caboclo (Eli Silva e João Batista)

08 - Nossa Terra (Eli Silva, Jorge Pinheiro e João Batista)

09 - Ponto Fraco (Eli Silva e Degleir)

10 - Um Pouco de Você (Eli Silva, Degleir e Zilda Silva)

CRÉDITO: Tião Camargo

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Eli Silva e Zé Carvalho

Eli Silva e Z%C3%A9 Carvalho

100% SERTANEJO

1  - 100% sertanejo (Eli Silva, Miguel Costa e Severo)
2  - Choro, canto, bebo e pito ((Praense e Eli Silva)
3  - Proseando com a saudade (Geraldinho e Eli Silva)
4  - Cortina do mundo (Eli Silva e Zé Goiano)
5  - Favorita (Eli Silva e Jesus Belmiro)
6  - Força infinita (Jesus Belmiro e Paraíso)
7  - Meu mundo encantado (Eli Silva, Bilão e Zé Carvalho)
8  - Mãe Maria (Eli Silva, Zé Goiano e Jeus Belmiro)
9  - Areião da saudade (Eli Silva e Zé Goiano)
10 - Paixão desenfreada (Praense e Eli Silva)
11 - O andarilho (Eli Silva e Miguel Costa)
12 - Vida sem rumo (Praense e Eli Silva)
13 – Inquilina (Eli Silva e Jeus Belmiro)
14 - Nova caminhada (Tião do Ouro e Eli Silva)
15 - Tempo de infância (Tião do Ouro e João Mulato)

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Eli Silva e Degleir - Raridade

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Foto da Rodovia Rondon – ao fundo a cidade de Lençóis Paulista

Ainda não escaniamos a capa desse LP do Eli Silva e Degleir, mas assim que for possível, postaremos aqui. Por enquanto vamos curtir as músicas que fazem parte do primeiro disco gravado por Eli Silva.

A dupla Eli Silva e Degleir surgiu em Lençóis Paulista, em 1985; gravaram o primeiro LP em 1985 e segundo em 1987. Em 1988, o Degleir, da família Tangerino, faleceu aos 38 anos de idade. No 1º LP de modas de viola de João Mulato e Douradinho, tem gravada uma bela moda homenageando a Família Tangerino. Em breve postaremos o LP de 1987

Depois da morte do Degleir, o Eli gravou um LP com o Marabá, também de Lençóis Paulista, gravou 2 LP – lançados posteriormente em dose dupla em CD – e mais 8 CD com o Zé Goiano, de Bauru. Hoje, o Eliu mora em Barra Bonita/SP e faz com dupla com o Zé Carvalho

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01 - Amor Paixão e Alegria (Eli Silva e Degleir)

02 - Cão de Guarda (Alcino Alves e Praense)

03 - Carro e Carreiro (Eli Silva, Degleir e Rogério Machado)

04 - Meu Paraíso (Eli Silva, Antonio Sanharol e Marcílio Castioni)

05 - Prisioneiro da Saudade (Degleir, Otacílio Orsi e Elias Miranda)

06 - Rancho de Caboclo (Eli Silva, Degleir e José Garcia)

07 - Resto de Paixão (Eli Silva e Degleir)

08 - Riquezas do Sertão (Eli Silva e Jorge Pinheiro)

09 - Sol de Verão (Eli Silva, Daico Tangerino e Otacílio Orsi)

10 - Velha Estrada (Eli Silva e João Batista)

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CRÉDITO: Tião Camargo

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Irmãs Galvão - Biografia e CD 2008

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Contra capa da Revista Sertaneja nº 15, de junho/1959.

Era uma publicação mensal, saiu somente 20 edições e na capa e contra capa (coloridas), eram estampadas as fotos das duplas de maior prestígio na época.

Na contra capa há os dizeres:
"IRMÃS GALVÃO - Artistas exclusivas da Rádio Bandeirantes"

Dupla formada pelas irmãs Mary Zuil Galvão - Ourinhos, SP-1940, e Marilene Galvão - Palmital, SP-1942.

Já na infância, as duas irmãs iniciaram contato com a música. Marilene aprendeu a tocar viola e violão e Mary, sanfona. Mary começou a cantar aos seis anos e Marilene um ano depois.

Em 1947, incentivadas pelo pai, apresentaram-se em Sapezal, interior de São Paulo, onde moravam. Com o apoio da família, as meninas passaram a se apresentar em programas de auditório na Rádio Marconi, em Paraguaçu Paulista, levantando admirações. Quase dois anos depois passaram a atuar no programa "Pingo de gente", na Rádio Difusora de Assis (SP), com o salário de 20 cruzeiros mensais. Em 1950, foram contratadas pela Rádio Clube Maringá.

Em 1952, foram para São Paulo com os pais, convidadas por Miguel Leuzi, radialista incentivador da música cabocla. O convite introduziu a dupla no programa "Torre de Babel", da Rádio Piratininga. As irmãs começaram no programa a atuar ao lado de artistas já famosos como Nélson Gonçalves e Dolores Duran. No mesmo período também atuaram no programa "Tenda de Salomão", da mesma emissora. Foram então contratadas pela Rádio Nacional de São Paulo e passaram a se apresentar em programas da emissora e associadas, como "Ronda dos bairros" e "Caravana de alegria", transmitidos do Cine Oásis.

Ainda em 1952, estrearam na Rádio Bandeirantes no programa "Serra da Mantiqueira", com o comando de Biguá e Capitão Barduíno. Encontraram os ídolos que costumavam ouvir antes com o pai pela Rádio Record, única emissora da capital que alcançava o interior: Cascatinha e Inhana, Serrinha, Caboclinho e Riellinho e Tonico e Tinoco, já renomados artistas. No mesmo ano foram convidadas a gravar por Biguá, encarregado do setor sertanejo da RCA. Uma das canções escolhidas para o disco foi "Não me abandones", de Zacarias Mourão e Zé do Rancho.

Em 1953, foram para a Rádio Cultura e receberam do animador Osvaldo Soares, do programa "Domingo alegre", o slogan: "Uma sanfona, um violão, duas jovens criativas que formam o duo Irmãs Galvão". Em 1955 gravaram "Rincão guarany" e "Carinha de anjo". Após rápida passagem pela Rádio América, foram contratadas pela Rádio Bandeirantes, lá permanecendo por 10 anos.

Em 1959 gravaram na Chantecler os boleros mambo "Povo", de Valdez e Carlos Américo e "Filhinho teu", de Moreninho e Bom Junior. No mesmo ano alcançaram sucesso com a guarânia "Quero beijar-te as mãos", de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. Em 1960 gravaram na Philips os boleros "Pressentimento", de Nízio e "Triste abandono", de J. M. Alves e Zacarias Mourão. Na Bandeirantes, as Irmãs Galvão incursionaram em interpretações do repertório da MPB, acompanhadas por Sílvio Mazzuca e sua Orquestra, sem jamais abandonar o gênero sertanejo.

Em 1962 gravaram na RCA, de Nhô Filho o rasqueado "Fim de baile", de Nonô Basílio, o bolero "Grande verdade" e de Jeca Mineiro a cançao rancheira "Sorriso amargo".

Em 1963 gravaram o corrido "Fronteiriça", de Jesus Ramos e Ariovaldo Pires e a guarânia "Pecado loiro", de Biá e Zacarias Mourão.

Em 1973, afastaram-se da vida artística, retornando em 1979 com o LP "Riozinho", com o qual venceram o Festival Nacional de Música Sertaneja. No mesmo ano gravaram "Pinho sofredor", de Ariovaldo Pires e Fêgo Camargo. Abertas às novas tendências da música regional, foram a primeira dupla a gravar lambada, recebendo um disco de ouro com a música "No calor dos teus braços", de Nicério Drumond e Cecílio Nenna, em 1986.

Em 1992, lançaram um novo LP pela Warner, com a produção de Paulo Debétio, em que interpretavam composições de Chico Buarque, Vinícius de Morais, Baden Powell, João Bosco e Raul Seixas, ao lado de José Fortuna, Paulo Debétio e outros compositores sertanejos. Esse disco foi o 51º das Irmãs Galvão, também lançado em CD. Neste disco estão sucessos que marcaram época, como "Meu primeiro amor", "Negue" e "As rosas não falam".

Em 1993, receberam o Prêmio Sharp de Melhor Dupla Sertaneja do Ano. As Irmãs Galvão são a mais antiga dupla sertaneja feminina em atividade no Brasil. Comemorou seus 50 anos de carreira com um show no Parque da Água Branca, em São Paulo, contando com mais de 6 mil pessoas, sendo homenageadas por Tonico e Tinoquinho, Sula Miranda e Cézar e Paulinho, entre outros. Destacam-se em sua longa carreira, discos como "Lembrança", pela Warner, "Olhos de Deus", pela Continental East West, incluindo a moda de viola "Rei do gado", de Teddy Vieira, o bolero "Pedaço de mim", de Elias Muniz, a toada "Cheiro de relva", de José Fortuna e Dino Franco, e o pagode "As três maravilhas", de Moacyr dos Santos e Paraíso, além da faixa "Olhos de Deus", de Fátima Leão. Destacam-se também sucessos como "Coração laçador", de Carlos Puppy, e a guarânia "Pedacinhos", de Carlos Randall.

Nos anos 1990 apresentaram-se diversas vezes em programas como "Viola minha viola", de Inezita Barroso e "Família sertaneja", de Marcelo Costa. Em 1996 gravaram "Pai João", de Tião Carreiro e Zé Carreiro no CD "Saudades de Tião Carreiro", lançado pela Warner. Em 1999 participaram no programa "Viola minha viola", de especial em homenagem ao compositor João Pacífico, de quem gravaram algumas composições.

Em 2002 lançaram pela Chantecler o CD "As Galvão", no qual interpretam, entre outras, "Triste berrante", de Adalto Santos, "Tristeza do Jeca", de Angelino de Oliveira, "Beijinho doce", de Nhô Pai, "Chalana", de Ma'rio Zan e Arlindo Pinto e "Cabocla Tereza", de João Pacífico e Raul Torres. Por essa época, passaram a adotar o nome artístico de "As Galvão". Sempre apresentando-se em diversos programas de rádio e TV, em 2007, foram convidadas de Inezita Barroso, a participarem da edição do programa "Viola, minha viola", comemorativa do aniversário da cantora/apresentadora. Na ocasião, apresentaram-se com Mário Campanha, que trabalha com elas desde 1981 e interpretaram "Amor e felicidade", de Zacarias Mourão e Goiá e "Manhã de Amor", de José Fortuna e Carlos César. No mesmo ano, apresentaram-se no programa "Terra Nativa", comandado pela dupla Guilherme e Santiago, na TV Bandeirantes. Na ocasião, emocionaram o público interpretando "Cheiro de relva", José Fortuna, "Cabecinha no obro", de P. Borges, "Meu primeiro amor", de José Fortuna e Pinheirinho, entre outras.

21403798Em 2008, lançaram este CD (Faz o Povo Balançar)

01 - Faz o Povo Balançar (Carlos Randall)

02 - Encrenca Sai Pra Lá (Elias Muniz)

03 - Me Dá Um Beijo (Mário Campanha)

04 - Lilly (Deustsch Keper, Vs. Haroldo Barosa)

05 - Coração Que Chora (Zé Henrique)

06 - Ex-Prisioneira (Moacyr Franco e Mário Campanha) Part Esp Moacyr Franco

07 - Nosso Barco (Carlos Randall, Dedè Paraíso e Randalzinho)

08 – Quando a Noite Vira Dia (Carlos Randall e Dedé Paraíso)

09 - Não Vá (Briga a Tôa) (Gabriel e Jean Paulo)

10 - Festa da Catira (Nelson Gomes e Tony Gomide)

11 - Forró do Embolaxado (Cândido e João Sérgio)

12 - Casaco Velho (renatgo Teixeira)

13 - Esta Noite Vai Cair Sereno (Renato Teixeira)

14 - Caminhemos (Herivelto Martins)

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www.saudade-da-minha-terra.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2009

Irmãs Galvão - 1992 - Lembrança

01. Dois pra Lá Dois pra Cá
(João Bosco/Aldir Blanc)
02. Apêlo
(Baden Powell/Vinicius de Morais)
03. Terezinha
(Chico Buarque)
04. As Rosas não Falam
(Cartola)
05. Nunca
(Lupicínio Rodrigues)
06. Pout-Pourri de Guarânias
Cabecinha no Ombro (Paulo Borges)
Meu Primeiro Amor (H. Gimenez - vs. José Fortuna)
Nuvem de Lágrimas (Paulo Debétio/ Paulinho Rezende)
07. Lembrança

(José Fortuna)
08. A Noite do Meu Bem
(Dolores Duran)
09. Linda Flor Ya Ya
(H. Vogele/Candido Costa/Luis Peixoto)
10. Alguém me Disse
(Evaldo Golveia/Jair Amorim)
11. Tente Outra Vez
(Raul Seixas/Paulo Coelho/Marcelo Motta)
12. Pout-Pourri de Boleros
Negue (Adelino Moreira/ Enzo Almeida Passos)
Ouça (Maysa Matarazzo)
Vingança (Lupicínio Rodrigues)
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CRÉDITO: Tião Camargo
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domingo, 14 de junho de 2009

Raul Torres e Seus Parceiros

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Foto 01 – Raul Torres , Foto 02 – João Pacífico e Raul Torres na Rádio Nacional de São Paulo.

botucatu06Estação Ferroviária de Botucatu, em 1906, ano que Raul Torres nasceu.

botucatu33Estação Ferroviária de Botucatu, em 1934, ano que Raul Torres já fazia sucesso em São Paulo.

botucatu092Hoje, a Estação Ferroviária de Botucatu encontra-se assim; totalmente abandonada, retrato do abandono em que se encontra a malha ferroviária brasileira.

Raul Torres, assim como seu sobrinho Antenor Serra "Serrinha”, foram ferroviários da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, em Botucatu, antes de ingrassarem na vida artística.

Raul Torres

Fonte: MPB Cifraantiga (12.11.08)

Raul Montes Torres, cantor e compositor, nasceu em Botucatu SP (11/7/1906) e faleceu em São Paulo SP (12/7/1970). Filho de espanhóis, nasceu e foi criado na cidade paulista de Botucatu, onde participava de pagodes e quermesses com amigos, cantando modas-de-viola. Para ingressar profissionalmente na vida artística, foi para São Paulo, arranjando de início emprego de cocheiro, com ponto no Jardim da Luz, mas cantava sempre que surgisse oportunidade, em cabarés, circos, teatros e bares. Ouvindo os sucessos da época, como Augusto Calheiros, Turunas da Mauricéia e Jararaca e Ratinho, mudou o estilo de cantar, adotando o gênero nordestino, principalmente as emboladas, que faziam grande sucesso.

Em 1927 entrou para a Rádio Educadora Paulista (depois Gazeta), que pela primeira vez reunia um elenco popular, em que figuravam Paraguaçu, Pilé, o violonista Canhoto e Arnaldo Pescuma, entre outros. No ano seguinte, com a inauguração da Rádio Cruzeiro do Sul (depois Piratininga), foi convidado a atuar no seu elenco, ao lado de Paraguaçu e Arnaldo Pescuma.

Em 1927 gravou seu primeiro disco no selo Brasilphone, de São Paulo, com a embolada Segura o coco, Maria e o samba Verde e amarelo, ambos de sua autoria. Na Columbia lançou, de sua autoria, Olha o rojão, além de Mauricéia (A. Portela e Marabá), com o Regional do Canhoto, Belezas de minha terra (com José Val) e O que tem o cotia e A festa do sapo (ambas de sua autoria). Nessa gravadora, em 1930 e 1931, na série caipira de Cornélio Pires, gravou com o pseudônimo de Bico Doce, acompanhado de Sua Gente do Norte, Galo sem crista, de sua autoria, e mais três composições.

No mesmo período, gravou também na Parlophon, com o nome de Raul Torres e os Turunas Paulistas, no gênero moda-de-viola, várias de suas composições, entre as quais Rola rolinha (com Atílio Grany), Oi Juvená, Caipira no mercado (com Atílio Grany e Arnaldo Pescuma), e o grande sucesso Olhos de morena, com acompanhamento do conjunto Os Chorões. Além dessas, a consagrada embolada Jacaré no caminhão, Saudade de Rio Pardo, interpretada em dupla com Azulão (Artur Santana), também apresentada na cena cômica de Genésio Arruda Uma festa no arraial. Destacaram-se ainda interpretações suas como o cateretê Não zanga comigo não (Nair Mesquita), gravado em dupla com a autora, pela Columbia, que passou a Continental posteriormente.

Em 1933 gravou pela Odeon Sereno cai, toada, com coro de Francisco Alves, Castro Barbosa, Moreira da Silva, Jaime Vogeler e Jonjoca, e a embolada Pisei no rabo do tatu. Lançou ainda a embolada Sururu no galinheiro e o jongo A morte de um cantador (ambas de sua autoria), interpretadas em dueto com Nestor Amaral. No mesmo ano conheceu João Pacífico, com quem formou dupla vocal, gravando, na Odeon, acompanhado pelo seu conjunto Embaixada, a embolada Seu João Nogueira, de autoria da dupla. Com a Embaixada lançou ainda Balança os cacho, sinhá, embolada do compositor e caricaturista cearense Manuel Queirós, e o clássico da música sertaneja Mestre carreiro (de sua autoria). Depois, formou um duo com seu velho amigo, de Botucatu, Joaquim Vermelho, com quem gravou na Odeon as modas-de-viola A codorninha e Sistema americano, composições da nova dupla, e Caninha verde (com Luís Machado). Com Florêncio, lançou em disco Apelido dos jogadores (com Palmeira).

Em 1935 gravou na Columbia a marchinha Dona Boa (Adoniran Barbosa e J. Aimberê) e, na Odeon, sua composição A cuíca tá roncando, batucada, sucesso no Carnaval carioca desse ano e premiada em Portugal. Transferiu-se em 1937 para a Victor, na qual, em dupla com seu sobrinho Antenor Serra, o Serrinha, gravou Cigana, moda-de-viola de sua autoria, com João Pacífico, a toada Chico Mulato (Raul Torres e João Pacífico) e a moda-de-viola Adeus campina da serra (com Cornélio Pires). Depois, novamente em dupla com Serrinha, lançou a moda-de-viola Boiada cuiabana (de sua autoria), que se transformou em grande sucesso da dupla Tonico e Tinoco. Gravou ainda a famosa valsa Saudades de Matão (com Jorge Galati e Antenógenes Silva), em que formou trio com Serrinha e Mariano.

Em 1938, em dupla com Serrinha, gravou sua composição Balanceiro da usina, embolada, sendo, no mesmo ano, contratado pela Rádio Record de São Paulo. No ano seguinte, a dupla lançou em disco as toadas Do lado que o vento vai e Meu cavalo zaino, (ambas de sua autoria).

Em 1940, com João Pacífico, gravou Cabocla Tereza, Minas Gerais, toada, e A mulher e o trem, moda-de-viola, todas de autoria da dupla, o cateretê de sua autoria Trem de ferro, e a marcha Tem boi na linha (com Rui Martins). No ano seguinte, com Serrinha, lançou sua composição Mingirinha, de grande sucesso, e, em 1942 na Odeon, suas composições Mourão de porteira (com João Pacífico), grande sucesso, Campo Grande, Mulambaia, Conceição (com Aparício Cerqueira), Sexta-feira 13 (com Capitão Furtado), O rei mandou me chamar (autoria da dupla), Cadê minha morena (com João Pacífico) e Vamos pra São Manuel, entre outras. No ano seguinte, foram feitas na Continental as últimas gravações da dupla Raul Torres e Serrinha, como A Copa do Mundo, Meus padecimentos, Moda do viaduto e Quero vê... quero oiá (todas de sua autoria).

Depois de separados, tio e sobrinho ainda vieram a gravar as composições de sua autoria Cheguei na casa da véia, Eu fui passiá em São Paulo e Quando eu cantei no rádio. Formou então nova dupla, com João Batista Pinto, o Florêncio (Barretos SP 1910-), com quem já havia gravado dez anos antes, lançando em disco, em 1944, Pingo d'água e depois A moda da mula preta, clássicos da música sertaneja (ambas com João Pacífico).

A partir de 1945 fez poucas gravações, como Feijão queimado (com José Rielli), arrasta-pé de grande sucesso, principalmente nas festas caipiras, e posteriormente Enquanto a estrela brilhar (com João Pacífico).

Deixou em 78 rotações cerca de 204 discos com 398 gravações. Passou a dedicar-se mais ao rádio e fez na Rádio Record, de São Paulo, o programa Os Três Batutas do Sertão, formando o trio de mesmo nome inicialmente com Florêncio e José Rielli, e a partir de 1947, com Florêncio e Rielli Filho (Emílio Rielli).

Sua consagrada composição Mestre carreiro foi interpretada no filme Sertão em festa (Osvaldo de Oliveira, 1970), por Tião Carreiro e Pardinho. Em 1970, gravou com Os Três Batutas do Sertão, pela gravadora Vitória, o LP O maior patrimônio da música sertaneja, vindo a falecer alguns dias depois.

Agradecemos a MPB Cifraantiga, mas tivemos que fazer uma pequena correção nas informações. Na verdade, em 1937, Raul Torres gravou com João Pacífico, a música "Chico Mulato" e não "Chico Mineiro" .

Raul Torres e Seus Parceiros – Algumas raridades, como a primeira gravação de “Chico Mulato” feita por Raul Torres e João Pacífico, em 1933.

  1. A Morte de Um Cantador (Raul Torres) Raul Torres e Nestor Amaral (1935)
  2. A Revolta de Nove de Julho (Rarul Torres e Mariano) Raul Torres e Mariano (1932)
  3. Amor no Sertão (C. A. Paim e Décio Abramo) Raul Torres, Ida e Irene Baldi e San'tanna (1931)
  4. Bananeira (Raul Torres) Raul Torres e Seu Conjunto de Baitacas (1932)
  5. Boi Amarelinho (Raul Torres) Raul Torres e Ascendino Lisboa (1933)
  6. Bota a Mão na Roda (Raul Torres) Raul Torres e Regional Colúmbia (1934)
  7. Caipira no Mercado (R. Torres, Attílio Grany e Pescuma) Raul Torres e Pescuma, com o Grupo Chorões Sertanejos (1930)
  8. Caninha Verde (Raul Torres e G. Machado) Raul Torres e Lázaro e Machado (1931)
  9. Chico Mulato (Raul Torres e João Pacífico) Raul Torres e João Pacífico (1937)
  10. Desafio Nº 1 (Raul Torres) Raul Torres e Nhá Zefa (1937)
  11. Festa da Bicharada (Raul Torres) Raul Torres e João Pacífico (1937)
  12. Ladera do Pilá (Attílio Grany) Raul Torres e o Grupo dos Chorões Sertanejos (1930)
  13. Mestre Carreiro (Raul Torres) Raul Torres e Seu Bando de Baitacas (1931)
  14. Mourão da Porteira (Raul Torres e João Pacífico) Raul Torres e João Pacífico (1942)
  15. Na Fazenda do Janjão (Raul Torres e João Pacífico) Raul Torres e João Pacífico (1934)
  16. Na Minha Fazenda (Desconhecido) Raul Torres e Ramoncito Gomes
  17. Não Zanga Comigo Não (Nair Mesquita) Raul Torres e Nair Mesquita (1930)
  18. O Nome da Marica (Raul Torres) Raul Torres e Seu Conjunto (1936)
  19. O Tiê e o Tiá (Raul Torres) Raul Torres e Seu Bando de Baitacas (1932)
  20. Paraguai no Baião (Maurício Cardozo Ocampo, Versão de Raul Torres) Raul Torres, Florêncio e Rosita Del Campo (1956)
  21. Prá Morde Namoração (Ascendino Lisboa) Raul Torres e Ascendino Lisboa (1932)
  22. Quando Deus Formou o Mundo (Joaquim Vermelho) Raul Torres e Joaquim Vermelho (1934)
  23. Reculutamento (Cornélio Pires) Raul Torres e Sua Gente do Norte (1930) Voz de Cornélio Pires
  24. Rolinha Correio (Raul Torres e Sebastião Teixeira) Raul Torres, Florêncio e Inhana (1950)
  25. Sabiá Triste (Raul Torres) Raul Torres e Seu Conjunto, Partic. de Jaime Vogeler (1934)
  26. Segura o Coco, Maria (Raul Torres) Raul Torres e Grupo Chorões Sertanejos (1932)
  27. Seu João Nogueira (Raul Torres e João Pacífico) Raul Torres e Aurora Miranda (1935)
  28. Sururu no Galinheiro (Raul Torres) Raul Torres e Seu Conjunto, Partic. de Jaime Vogeler e Nestor Amaral ( 1934)
  29. Tá Vendo Muié (Raul Torres) Raul Torres e Seu Bando de Baitacas (1931)
  30. Verde Amarelo (Raul Torres) Raul Torres e Grupo Chorões Sertanejos (1932)

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CRÉDITO: Tião Camargo

sábado, 13 de junho de 2009

Tico-Tico e Beija-Flor (1991)


  1. Amor de Calça Curta
  2. Bicho do Paraná
  3. Carossel
  4. Coisa de Criança
  5. Luz do Sol
  6. Manuela
  7. Menina dos Olhos Azuis
  8. Menino Passarinho
  9. Minha Estrela
  10. Ô Mãe
  11. Partes Iguais
  12. Volta Coração


    CRÉDITO: Tião Camargo

Este álbum foge um pouco do objetivo do nosso blog, mas a pedido de algumas pessoas, principalmente meu amigo Marco Antonio, lá de Berzonte (BH), Minas Gerais, e considerando que não encontramos postados em nenhum outro lugar na Net, resolvemos postar aqui. Os meninos eram ótimos, fizeram muito sucesso nos anos 90. Eu, perticularmente, adoro a música "Minha Estrela". Agora, de sertanejos eles não tem, absolutamente, nada.
Também, por alguma falha nos arquivos, ou até mesmo por falta de conhecimento técnico da nossa parte, não conseguimos postar todas as músicas numa única pasta. Toda vez que tentamos, deu problema. Só conseguimos postar uma a uma. Para baixar, também deve ser feito da mesma maneira, clicando sobre o número de cada uma das músicas.
Eles foram revelados através do programa Show de Calouros, mas tudo aconteceu precocemente. Walker, o Tico-Tico, tinha 5 anos e Welton, o Beija Flor com 2 anos, chamavam a atenção de amigos e familiares nas diversas festas e pequenos eventos. Junto com os irmãos mais velhos, a dupla formou o grupo Coração de Papelão e partiu em turnê para o interior de Minas e São Paulo. Mas o destino deles parecia bem maior que acompanhar os irmãos no grupo musical. Através de chamadas na tevê, o SBT buscava cantores mirins para um quadro no Show de Calouros, apresentado por Silvio Santos. Graças ao cativante desempenho dos garotos, Tico-Tico e Beija-Flor ganharam, por cinco semanas seguidas. A partir daí, assinando um contrato com o SBT para protagonizar o programa Os Melhores Cantores Mirins do Brasil. Em 1991, depois de despontar na tela do SBT, Tico-Tico e Beija-Flor lançam o seu primeiro CD e alcançam a marca de 200 mil cópias.
Apadrinhados por Silvio Santos, os meninos não pararam mais: ganharam um programa no SBT, o Dó Ré Mi, além de gravar o tema da novela infantil Carrossel. No ano de 1995, a dupla lança mais um CD, intitulado Hello, contando com a participação especial de Benito de Paula e, em1997, com a participação de Moacyr Franco no CD Inesquecível, alcança mais uma vez a marca de 200 mil cópias vendidas, recebendo diversos prêmios como o troféu Imprensa, Troféu DiGiorgio de Música e Prêmio Sharp.
Moravam na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, mas, sinceramente, não sei se ainda residem naquela cidade. Em 2007, prometeram lançar um CD no primeiro semestre de 2008; também não tenho notícias de que isso tenha acontecido. Quem tiver maiores informações, pode enviar no meu e-mail (slf.camargo@gmail.com)
Tião Camargo/Bauru
 

Boa noite, Tião!
Vi a postagem que deixou no "Saudade Sertaneja" referente a dupla Tico Tico e Beija Flor. Gostaria apenas fazer uma correção...o Tico Tico é o Walker e o Beija Flor é o Welton. Eles estão em São José do Rio Preto fazendo shows nas cidades vizinhas e cantam toda semana em uma casa noturna chamada Chopão Chopperia. A casa lota com a apresentação deles. Gravaram um cd onde a música de trabalho chama-se:"Coração Parou".
No youtube tem vários videos deles e eles, também tem duas comunidades no orkut.
Se precisar de maiores informações, estou a disposição.

Renata (26/10/2009)

“Obrigado, Renata, e desculpe-me pela falha! Já fizemos a devida correção. Pode nos enviar material sobre os meninos que divulgaremos com o maior prazer”.

Tião Camargo (26/102009)

Vitória no Programa de Calouros do Sílvio Santos

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rosery e Mouray

rosery_mouray[1]
CRÉDITO: Tião Camargo
 
  1. Feliz a caminhar (W. Moller/Antonia Ridge/Versão: Lourival Faissal)
  2. Novamente setembro (Paulo Kiko)
  3. Preciso tanto de você (Miguel Angelo/Carlos Mazzer)
  4. Serenou (Chandico)
  5. Voltei (Nenete/Rosery)
  6. Volte amor (Sebastião Santana)
  7. O canto do boiadeiro (Valeriano Trejo/Vers.: Ramon Cariz)
  8. O filho do palhaço (Colega)
  9. Copo de cerveja (Sebastião Victor)
  10. Cão fiel (Nenete/Francisco Lacerda)
  11. Perdido de amor (Jeca Mineiro)
  12. Triste abandono (Zacarias Mourão/Goiá)
Infelizmente não temos nenhuma informação sobre o Rosery, mas o Mouray é Luiz Carlos Ribeiro, nascido em Ibirarema-SP no dia 19/07/1946 e falecido em Catanduva-SP no dia 16/10/2005), que formou uma das maiores duplas sertanejas de todos os tempos ao lado do Dino Franco (Dino Franco e Mouraí); foi o Delmonte da dupla Delmonte e Amaraí. A primeira dupla da qual Luiz Carlos Ribeiro fez parte foi "Mococa e Mouray", no começo dos anos 60. Infelizmente, não temos esse álbum. O Mococa me prometeu, mas ainda não me enviou. Quem tiver informações sobre os autores, sobre o Rosery e sobre e o disco de Mocora e Mouray, querendo nos ajudar, entre em contato pelo e-mail (slf.camargo@gmail.com).
 
Agradecemos ao Mauro de Oliveira Carlos de Apucarana/PR, que hoje, 28/12/2009, nos enviou os nomes dos autores do álbum de Rosery e Mouray.
 
Um grande abraço, Mauro!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cornélio Pires

PEQUENA BIOGRAFIA DE CONÉLIO PIRES

Cornélio foi um aprendiz da vida, do dia e da noite, mas se qualificou como jornalista, escritor, poeta e folclorista, sempre apaixonado pela civilização do povo rural. Já em 1910, ficou conhecido por ter encenado na Universidade Mackenzie de São Paulo um "velório caipira", apresentando catireiros, cantadores e dançadores autênticos, seguido de uma palestra sobre o significado cultural dos mutirões, um evento inédito e provocador. Pouca gente até hoje sabe que os mutirões rurais eram reuniões dos roceiros com o intuito de se ajudarem nos trabalhos de preparação da terra para o plantio ou na colheita; esses trabalhos eram realizados ao som das cantorias de músicas específicas e, no final do dia, festejados com comida, mais cantoria de viola e dança.

Em 1914 começou a promover as famosas "Conferências Caipiras Cornélio Pires", apresentando sempre artistas de modas avioladas, sendo, claro, o grande incentivador de inúmeras duplas de cantadores que fizeram a história iniciática da Música Caipira de Raízes, como Caçula e Sorocabinha, Zico e Ferrinho, Raul Torres e Serrinha. Sua realização mais importante foi ter sido o responsável pelas primeiras gravações em discos dessas modas, na Gravadora Colúmbia, discos de rótulos vermelhos, a série 20.000, que foi o marco divisor da música do campo Antes, para o disco, ela era composta por citadinos eruditos e apenas inspirada em motivos sertanejos. A "Serie Cornélio Pires", também conhecida como a famosíssima "Série Vermelha", significou um retrato sem retoque da gente da roça. Para que o fenômeno acontecesse, ele custeou todas as despesas de produção, trazendo de Piracicaba para a Capital sua primeira turma caipira e comprando, ele próprio, todos os discos. Vendia-os em locais onde realizava suas palestras. Foram cerca de 50 discos gravados entre 1929 e 1931, sendo que alguns atingiram a vendagem de 20.000 exemplares.

O primeiro disco continha, no lado B, "Jorginho do Sertão", de sua autoria e no lado A o registro de "Como cantam algumas aves, imitações de aves", um primeiro esforço de valorização de nossa ecologia. Cornélio decidiu viajar pelo interior do estado de São Paulo e outros estados, inclusive os do nordeste, estreando na condição de apresentador e caipira humorista, ao organizar o "Teatro Ambulante Gratuito Cornélio Pires", que itinerou de cidade em cidade com grande sucesso, tornando-o admirado por toda a população brasileira. Ousamos imaginar a possibilidade de ter sido Cornélio Pires o iniciador das turnês musicais pelo Brasil afora, praticadas até hoje pela indústria cultural.Cornélio Pires foi ainda um incansável escritor. Pelos títulos de sua vasta bibliografia, podemos compreender seu amor e respeito pelos habitantes dos sertões e sua cultura: "Musa Caipira", "Versos Velhos", "Cenas e Paisagens de Minha Terra", "Quem conta um Conto", "Conversas ao Pé do Fogo", "Estrambóticas Aventuras de Joaquim Bentinho, o Queima Campo", "Tragédia Cabocla", "Patacoadas", "Seleta Caipira", "Almanaque do Saci", "Sambas e Cateretês", "Só Rindo", "Tá no Bocó" ... e Outros Contos", "Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades", entre tantos outros. É uma produção polêmica, destinada, sem dúvida, a popularizar e valorizar o trabalhador rural e seu cotidiano, sistematicamente ridicularizado pelas elites de um sistema social que se urbanizou na primeira metade do século XX. Um sistema preconceituoso que contou com os serviços de um intelectual do porte de Monteiro Lobato, autor de equivocado artigo depreciativo do homem caipira, "Velha Praga", publicado no jornal O Estado de São Paulo e incluído na segunda edição de "Urupês" (1918), do qual veio a se arrepender mais tarde, pedindo publicamente perdão para seu equivocado personagem, o Jeca Tatu. Um engano que se disseminou por todo o país nas ondas radiofônicas dos reclames do fortificante Biotônico Fontoura e do vermífugo Ankilostomina, além de nas ilustrações dos Almanaques Biotônico onde Lobato, com pretenso caráter educativo, relatava a fábula do Jeca Tatuzinho, um caipirinha doente e destrambelhado. O almanaque teve 90 milhões de exemplares impressos em cerca de 50 edições, distribuídos para uma população que somente 50 anos depois viria a ter 90 milhões de habitantes. O diminutivo Tatuzinho tinha a finalidade de cativar o público infantil, já que o almanaque era distribuído nas portas dos grupos escolares e adotados pelas professoras da época. Este personagem é a síntese de um preconceito criado por distorcidas e constantes análises engendradas desde os tempos das viagens do botânico francês Auguste de Saint-Hilaire pelo interior do Brasil (1819 e 1822), até as décadas de 1950-60-70 com a jocosa produção cinematográfica de Amâncio Mazzaropi entre outros produtos estereotipados da indústria cultural.

A população brasileira, a despeito do grande sucesso de público conquistado pelo Mundo Caipira, alimenta ainda hoje um sentimento de rejeição pelo cidadão agricultor, o qual necessita ser revisto com urgência.Cornélio Pires nasceu em 13 de julho de 1884 em Tietê, interior de São Paulo, e viveu até 1958. Nos últimos anos de sua existência, em viagens ao exterior, experienciou vários fenômenos mediúnicos, o que o levou a aderir ao Espiritismo. Publicou uma série de livros sobre a Doutrina Espírita além de várias fotografias sobre materialização de espíritos desencarnados. Teve inclusive livros psicografados pelo prestigiado médium Francisco Cândido Xavier. Esta particularidade confere ao personagem Cornélio Pires um interessante traço em sua personalidade questionadora e vivaz.

Em sua vida, Cornélio passou pela virada do século XIX para o XX, por duas Guerras Mundiais, por várias revoluções políticas, pela contundente crise de 1929 quando foram erradicados os cafezais paulistas com o conseqüente êxodo rural, pela ditadura e pelo populismo de Getúlio Vargas, teve ativa participação na famosa Semana de Arte Moderna de 22, foi íntimo de grandes intelectuais brasileiros como Mário de Andrade, Sílvio Romero, Martins Fontes. Tornou-se um personagem exuberante que merece a atenção generosa do público brasileiro e, porque não, mundial.

Reinaldo Volpato - Cineasta

domingo, 7 de junho de 2009

Histórias da Música Caipira/Sertaneja

Origem da Música Capira
por Rosa Nepumoceno
Os cantos religiosos dos jesuítas e as modinhas trazidas pelos portugueses colonizadores misturaram-se à música e à dança dos índios senhores das terras recém-descobertas. Daí surgiram gêneros que se enraizaram especialmente na região sudeste, depois no sul e centro-oeste do país, integrando a que ficou conhecida como "música caipira", como os catiras e cururus, as toadas e modas de viola. A viola cavada num tronco de árvore, com cordas feitas de tripas de animais, e depois de arame, foi sacramentada, na cultura rural, como seu instrumento-base. Entre as palavras do Brasil colonial surgidas do tupi e da mistura do idioma indígena com o português estão, por exemplo, "caipira", junção de caa (mato) com pir (que corta), e cururu, que veio de curuzu ou curu, que era como os índios tentavam dizer cruz.

Catequistas se moviam
pra provar o seu amor
aos nativos que temiam
o estranho invasor
mas ouvindo o som mavioso
de uma viola a soluçar
o selvagem, cauteloso,
espreitava, a escutar.
(Assim Nasceu o Cururu, Cap. Furtado e Laureano)

O cururu nasceu, pois, dos cantos religiosos marcados por batidas de pé. Das festas ao redor dos oratórios ganhou os terreiros, nos acontecimentos sociais das fazendas e vilas. Nos anos 30, Mário de Andrade viajou pelo interior paulista, nas suas pesquisas, e observou que no médio-Tietê cururu era desafio improvisado, uma espécie de "combate poético" entre violeiros-cantadores, iniciado com saudações aos santos. Dessa forma ele ainda resiste em cidades como Piracicaba, Sorocaba, Tietê, Conchas e Itapetininga – a chamada região cururueira do estado. Entre os cururueiros mais famosos do disco estão os irmãos Vieira e Vieirinha, de Itajobi, SP (o segundo, morto em 1990), que brilharam nos anos 50.

O catira ou cateretê surgiu de uma dança indígena, o caateretê, também adotada nos cultos católicos dos primórdios da colonização. As bases mais sólidas de seu reino se estabeleceram em São Paulo e Minas Gerais. Com solos de viola e coro, acompanhados de sapateado e palmeado, ele começa com uma moda de viola, entremeada por solos, e evolui para uma coreografia simples mas bastante rítmica. O clímax, no final, é o "recortado", com viola, coro, palmeados, sapateados e muita animação. O catira é o coração de festas populares como as Folias de Reis e as de São Gonçalo, hoje particularmente expressivas no interior mineiro. Entre grandes catireiros estão Tonico e Tinoco (o primeiro, morto em 1994), que registraram incontáveis sucessos nos anos 40 e 50. Atualmente, entre os novos-caipiras, o mineiro Chico Lobo é violeiro-cantador que domina essa velha arte.

O fandango, por sua vez, nasceu como dança vigorosa de tropeiros que o aprenderam no extremo sul do país, com seus colegas uruguaios. Sofreu modificações nas diversas regiões onde chegou e ainda é cultivado em alguns núcleos por todo o país, como no litoral paranaense. Resultante da mistura da música dos brancos da roça com a dos negros escravos, o calango firmou-se especialmente no Rio de Janeiro rural e em Minas Gerais. Martinho da Vila, fluminense de Duas Barras, compôs e gravou alguns bons calangos, puxados na viola e com instrumentos percussivos.

A moda de viola se destaca

Entre tantos ritmos e estilos formados a partir das toadas, cantigas, viras, canas-verdes, valsinhas e modinhas, trazidos pelos europeus, a moda de viola se transformou na melhor expressão da música caipira. Com uma estrutura que permite solos de viola e longos versos intercalados por refrões, com letras quilométricas contando fatos históricos e acontecimentos marcantes da vida das comunidades, ela ganhou vida independente do catira. E seduziu grandes compositores, como os paulistas Teddy Vieira (de Buri) e Lourival dos Santos (de Guaratinguetá), já falecidos, bastante ativos entre os anos 50 e 60. Atualmente, os mineiros Zé Mulato e Cassiano estão entre os bons compositores e cantadores de modas de viola.
À medida que o país se urbanizou e precisou da mão de obra barata do povo do interior, levas de artistas caipiras e nordestinos também chegaram a São Paulo e ao Rio de Janeiro para disputar seus palcos e estúdios. Assim, emboladas e cocos se misturaram a maxixes, guarânias, rasqueados, chamamés, boleros, baladas e rancheiras – e a tudo o que se ouvia no rádio nos anos 50 e nas fronteiras do país. Todas essas matrizes sonoras formaram, com os gêneros caipiras tradicionais, o que passou a ser sacralizado, na terminologia do mercado fonográfico, como música "sertaneja". Mais sons entrariam nesse caldeirão: a partir dos anos 60, o rock e a MPB dos festivais, e, nos 80, a country music americana.

Entre os marcos das diversas fases da música que nasceu na roça e hoje, bastante modificada, embala multidões de norte a sul do país, podemos destacar as primeiras gravações de modas de viola e de outros gêneros caipiras por violeiros-cantadores do interior paulista, em 1929 – na série de discos produzida por Cornélio Pires para a Columbia. Na década de 30, vieram os sucessos de João Pacífico e Raul Torres, de Alvarenga e Ranchinho. Já Tonico e Tinoco pontificaram a partir dos anos 40.

Vários estilos no saco

O apogeu dos caipiras foi nos 50: levas de duplas, especialmente do interior de São Paulo, tiveram espaço nobre nas gravadoras e emissoras de rádio. O filão caipira abrigou, nessa época, as guarânias de Cascatinha e Inhana e as rancheiras mexicanas de Pedro Bento e Zé da Estrada. Entre 60 e 70, o aparecimento de Sérgio Reis e Renato Teixeira – o primeiro saído da Jovem Guarda, o outro dos festivais da TV Record – agitou o mundo sertanejo. Exatamente em 1960 um genial violeiro do norte de Minas, Tião Carreiro, inventava o pagode caipira, mistura de samba, coco e calango de roda (na definição de outro tocador e conterrâneo, Téo Azevedo).

Nos anos 80 surgiram a dupla mineira Pena Branca e Xavantinho, adequando sucessos da MPB à linguagem das violas, e Almir Sater, violeiro sofisticado, que passeava entre as modas de viola e os blues. A guinada para a country music, com a adoção de instrumentos eletrificados e a formação de grandes bandas deu-se a partir do mega-sucesso de Chitãozinho e Xororó, em 1982. A eles, seguiram-se outras duplas de sucesso, cada vez mais direcionadas para o romatismo pop herdado da jovem guarda, como Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano.

Os anos 90 marcaram a convivência de dois segmentos musicais originários dos gêneros rurais: o dos mencionados sertanejos-pop, voltado para grandes mercados internacionais, e o dos novos-caipiras - músicos saídos das universidades, dispostos a retrabalhar a música "raiz". Estes criaram um circuito de gravadoras independentes e apresentações em teatros, entre São Paulo e Belo Horizonte, já se irradiando até o Rio de Janeiro. Os detonadores desse movimento foram Renato Teixeira e Almir Sater. Entre os nomes mais expressivos dessa nova geração de instrumentistas-compositores estão os mineiros Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Pereira da Viola e Chico Lobo, e o paulista Miltinho Edilberto.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

História da Música Raíz

No dia 26 de julho desse ano de 2009, estaremos comemorando 80 anos da primeira gravação de música caipira feita por artistas verdadeiramente caipiras. A primeira música gravada foi "Jorginho do Sertão" de autoria de Cornélio Pires, gravada pela dupla "Mariano e Caçula" que fazia parte da Turma Cornélio Pires. Não foi Cornélio Pires quem inventou a Música Capira; ela já existia há muito tempo e era cantada, principalmente, nas festas religiosas. Cornélio Pires teve a audácia e a coragem de encarar o grande preconceito que existia contra os caipiras na época - o que ainda existia nos dias de hoje - bancou toda a despesa da gravação e acabou mostrando para todo o Brasil os grandes poetas e cantadores que se tormaram motivos até de desentendimento entre gravadoras e emissoras de rádio. Os caipiras davam audiência e todos queriam contratá-los para suas emissoras. E as apresentações eram ao vivo, nada desse negócios de faz de conta - dublagens, efeitos sonoros, etc, etc,etc....

Para comemorar esta data, a partir de hoje, estaremos contando aqui em nosso blog, parte dessa maravilhosa História da nossa verdadeira Música Brasileira. Mas, antes de começar a contar esse história, para mostrar que a Música Caipira ja fazia sucesso antes de Cornélio Pires, vamos mostrar um reprotagem de Ivan Finotti, da Folha de São Paulo, sobre a música "Tristeza do Jeca".

Nessa reportagem, faltaram algumas coisinhas sobre a música as quais acrescentei aqui. Por exemplo: foi composta por Angelino de Oliveira em 1917, foi gravada pela primeira vez em 1923, na forma instrumental, pela Orquestra Brasil América; por Paraguassu em 1937, por Tonico e Tinoco em 1947. Essa gravação de Tonico e Tinoco é a única que trás as 4 estrofes da música; as demais trazem apenas 3, inclusive as regravações da própria dupla Tonico e Tinoco. A última gravação de Tristeza do Jeca que temos notícia, foi feita ano passado pela dupla mirim Murilo e Marcelo da cidade de Bariri.
No final dessa primeira parte, vamos postar um álbum da Turma Cornélio Pires, trazendo na 14ª faixa, a música Jorginho do Sertaneja e um ábum com as primeiras gravações de Tonico e Tinoco que trás a gravação de Tristeza do Jeca.

Reportagem da Folha de São Paulo
"Tristeza do Jeca" é a melhor música caipira de todos os tempos

"Uma música especial, com letra bela, mas diferente do que tocam por aí", aprovou o doutor Nestor Seabra. Era uma tarde de 1918 e o elogio se dirigia ao autor da singela canção, Angelino de Oliveira, um dentista, mas que também vendia imóveis, liderava o trio Viguipi (violino, guitarra, piano) e, vez por outra, ainda assinava como escrivão de polícia de Botucatu. Já o Nestor Seabra --presidente do Clube 24 de Maio, um dos mais tradicionais da cidade-- era quem havia encomendado a tal da "música especial" ao multifacetado Angelino.

E foi no 24 de Maio, sob o olhar satisfeito do doutor presidente, que Angelino tocou e cantou "Tristeza do Jeca" pela primeira vez. "Teve de bisar a música cinco vezes", conta o jornalista e pesquisador Ayrton Mugnaini Jr., autor da "Enciclopédia das Músicas Sertanejas" (Letras & Letras, 2001).

Noventa anos depois, "Tristeza do Jeca" é a campeã de uma eleição feita, a pedido da Folha, por um grupo de 16 críticos, pesquisadores e compositores. Sem ser científica ou estatística, a enquete aponta alguns dos maiores clássicos da música caipira e ajuda qualquer interessado pelo gênero a montar um CD danado de bão.

Tatu

Inspirada no Jeca Tatu, personagem do livro "Urupês" --que Monteiro Lobato havia lançado naquele mesmo longínquo 1918--, "Tristeza do Jeca" deixou marcas profundas. "O tom desencantado da letra deu, por um tempo, ideia de que música caipira tratasse só de morte, de tragédia, o que não é verdade", afirma José Hamilton Ribeiro, autor do livro "Música Caipira - As 270 Maiores Modas de Todos os Tempos" (ed. Globo, 2006).

Já o jornalista Marcelo Tas, fã apaixonado do estilo sertanejo, recorre a lembranças interioranas para justificar seu voto: "Que me desculpem Tonico e Tinoco, mas o melhor intérprete desta canção foi meu 'vô' João. Nas festas da família lá em Ituverava, sempre chegava a hora dele cantar, cheio de orgulho e com uma verdade doída saindo do peito, que 'nasceu num ranchinho à beira-chão todo cheio de buraco onde a lua faz clarão'. Todo mundo deixava o que estava fazendo para ir correndo ver o show. Um verdadeiro 'resumo da ópera' caipira."

Além deles, votaram os historiadores Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello (ambos autores de "A Canção no Tempo", Editora 34, 1997), Fernando Faro (criador do programa "Ensaio"), Rosa Nepomuceno (autora de "Música Caipira -Da Roça ao Rodeio", editora 34, 1999), Aloisio Milani (roteirista do "Viola, Minha Viola"), Assis Ângelo (autor do "Dicionário Gonzagueano, de A a Z"), Carlos Rennó (organizador de "Gilberto Gil - Todas as Letras), Luís Antônio Giron (editor de cultura da revista "Época") e Marcus Preto (colaborador da Ilustrada). Quatro artistas também participaram: Tinoco (da dupla com Tonico), Zezé di Camargo, Renato Teixeira e a dupla Milionário e José Rico, que votaram em dupla.

Tuia

"Tristeza do Jeca" --assim como a maioria das 78 músicas citadas na votação-- foi gravada e regravada por todo mundo, no meio sertanejo e fora dele. No filme "2 Filhos de Francisco" (2005) foi a vez de Maria Bethânia e Caetano Veloso.
Mas a versão mais votada pelos especialistas consultados foi mesmo a de Tonico e Tinoco. "Ela abria e fechava o 'Na Beira da Tuia', nosso programa na rádio Bandeirantes", lembra Tinoco, 88. "Tuia? Ora, tuia é onde a gente guarda enxada, saco de milho, essas coisas... Mas esse povo da cidade não tem 'curtura' nenhuma 'mermo'..."

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Turma Cornélio Pires - Vol.01

TURMA CAIPIRA CORNÉLIO PIRES - VOLUME 01

01 - ANEDOTAS NORTE AMERICANAS
02 - ENTRE ITALIANO E ALEMÃO
03 - REBATIDAS DE CAIPIRAS
04 - ASTÚCIA DE NEGRO VELHO
05 - SIMPLICIDADE
06 - NUMA ESCOLA SERTANEJA
07 - COISAS DE CAIPIRA
08 - BATISADO DO SAPINHO
09 - DESAFIO ENTRE CAIPIRAS
10 - VERDADEIRO SAMBA PAULISTA
11 - ANEDOTAS CARIOCAS
12 - DANÇAS REGIONAIS CAIPIRAS
13 - COMO CANTAM ALGUMAS AVES
14 - JORGINHO DO SERTÃO
15 - A FALA DOS NOSSOS BICHOS
16 - MODA DO PEÃO
17 - OS CARIOCAS E OS PORTUGUESES
18 - MECÊ DIZ QUE VAI CASÁ
19 - TRISTE ABANDONADO
20 - NO MERCADO DOS CAIPIRAS
21 - AGITAÇÃO POLÍTICA EM SÃO PAULO
22 - CAVANDO VOTOS
23 - UM BAILE NA ROÇA
24 - UMA LIÇÃO COMPLICADA
25 - AS TRÊS LÁGRIMAS
26 - PUXANDO A BRASA

CRÉDITOS: SANDRA CRISTINA PERIPATO
http://www.recantocaipira.com.br/

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

João Mulato e Douradinho (Janela da Vida)

Janela da Vila (J.J.Barreto e Paraíso)
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Aqui o Douradinho era o Zé Goiano da dupla Eli Silva e Zé Goiano
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Para ver o vídeio, clicar na imagem

Bambico (Brincando Com a Viola)

Curiosamente, os dois primeiros Douradinhos de duplas com João Mulato. Bambico foi primeiro, o Tiãozinho foi o segundo. Ambos falecidos.
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Leôncio e Leonel (Prego Velho)

Leôncio e Leonel - Prego Velho (Priminho)
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Zé do Rancho e Zé do Pinho

Zé do Rancho e Zé do Pinho no primeiro Programa "Viola, Minha Viola" em 1980
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Taviano e Tavares (1990) Amor Sincero

Amor Sincero (José Mateus de Almeida e Taviano)
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Taviano e Tavares (Verdade da Vida)

Verdade da Vida (Pedro Tomaz D'aquino e Taviano)
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Ronaldo Viola e João Carvalho (Volta Prá Casa)

Volta Prá Casa (Muniz)
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Ronaldo Viola e Praiano - Paixão Desenfreada

Paixão Desenfreda (Eli Silva e Praense)
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João Mulato e Douradinho - Canga do Tempo

Canga do Tempo (José Fortuna e Paraíso)
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Dom Miguel, Ninão e Nhozinho - Sonho de Caboclo

Sonho de Caboclo (Ademar Braga e Tião do Carro)

Cascatinha e Inhana - Viola, Minha Viola

(Meu Primeiro Amor)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Duo Monteiro - 1956



DOWNLOAD

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01-Nossos Bandeirantes -Trajano Monteiro e Mario de Oliveira
02-Filho do Rio Grande -Trajano Monteiro e Zéca Andrade
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Dupla formada pelos Irmãos Trajano e Laerson Monteiro, naturais da cidade de Iepê SP. Grandes cantores, eram artistas exclusivos da Radio Difusora de Presidente Prudente ZYR-84 “emissora da Fada” onde se apresentavam no programa Sertão na Roça. Muito populares animavam as festas da região e cantavam em circos durante a década de 50, chegaram a se apresentar até em Rádios da Capital. Gravaram apenas um 78 rpm em 1956, já com a ultima formação Trajano e Manoel M. Monteiro irmão caçula da dupla. A dupla ainda chegou a participar da edição nº 16 da Revista Sertaneja de julho de 1959. Por motivo de trabalho os irmãos de separaram um ficando na capital e os outros no interior, ate que em 1996 com a morte de Trajano e logo em seguida Manoel o Duo Monteiro se desfez. Hoje Laerson reside na cidade de Presidente Prudente mais não canta mais. * A dupla aqui é acompanhada pelo acordeonista “Chiquinho” Informações do (http://violapura.vilabol.uol.com.br/) do nosso amigo Lúcio Viola, filho do Trajano Monteiro do saudoso "Duo Monteiro"

Novas postagens.

Pessoal, conforme prometemos, hoje colocamos links nos ábuns de Pião Campeiro e Rei do Gado, Pião de Ouro e Boiadeiro e Rei do Gado e Boiadeiro; todos postados no MEDIAFIRE. Para download, basta clicar nas imagens.

Tonico e Tinoco - Dois Morenos

Tonico e Tinoco, no Viola, Minha Viola, 1980 - entrevista com Moraes Sarmento e música "Dois Morenos"

Tonico e Tinoco - Aparecida do Norte

Tonico e Tinoco acompanhado por Tião do Carro na viola

Tonico e Tinoco - Especial Viola Viva

Especial de Tonico - Viola Viva - com Chitãozinho e Xororó, Sandy e Júnior
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Hoje, mais de 10 anos depois desse especial, o Tinoco encontra-se em difícil situação financeira, com Nadir, sua esposa com problemas de saúde, e parece que Chitãozinho e Xororó e Sandy e Júnior não se lembram mais da "Dupla Coração do Brasil", título que Tonico e Tinoco transferiu para Chitãozinho e Xororó. Anexado a esse video, no final, trecho do filme "Homem Mau" com Léo Canhoto e Robertinho.

Zilo e Zalo e Goiá - Aurora do Mundo

Zilo e Zalo, Goiá, Nonô Basílio e Moraes Sarmento no programa "Viola, Minha Viola, comecinho dos anos 80.

Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fole

Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fole no primeiro programa Viola, Minha Viola, em maio de 1980

Tonico e Tinoco - Especial TV Cultura - anos 60

Tonico e Tinoco - Rei do Gado

Zé do Rancho e Tupy, Tião do Carro e Tupy - Solos de Viola

Zé do Rancho e Tupy, Tião do Carro e Tupy da saudosa dupla "Tupy e Tapuã"

Jacó e Jacozinho - Disco Voador - 02/06/87

Jacó e Jacozinho no programa Viola, Minha Viola, quando o Jacó já era o Pedro Jacob, pois nesssa época o Antonio Jacob - verdadeiro Jacó - já havia falecido. Todos os irmãos Jacob já são falecidos; o Jacozinho faleceu em 2001 e o Pedro Jacob nesse começo de 2009.

Luizinho, Limeira e Zé Coqueiro - Pé na Tábua

Neste foto vemos Limeira, Moraes Sarmento, Nonô Basílio, Zé Coqueiro e Luizinho, no programa Viola, Minha Viola. Nessa época, Luizinho, com sério problema na garganta já não cantava mais.; quem cantou a música Pé na Tábua com Limeira foi o irmão caçula da dupla, o Zé Coqueiro (Wlater Raymundo) que até bem pouco tempo trabalhou em novela da Rede Glogo. Não me lembro o nome da novela, mas foi aquela em que aparecia aquela gorda feia dizendo: "Osvaldo, não fala assim com a mamãe!" O Zé coqueiro era o marido dessa tal Mamãe... O Limeira morava em São Roque; não sei se ainda vive por lá. Se alguém tiver nmoticias dele, gostaria que enviasse para nosso blog (slf.camargo@gmail.com)

Zilo e Zalo, Gão de Areia (Entrevista com Goiá)

Moraes Sarmento, Goiá, Nonô Basílio, Zilo e Zalo no programa Viola, Minha Viola.

Liu e Léu - Boiadeiro Errante

Programa Viola, Minha Viola (1980)
Entrevista com Moraes Sarmento